O Menestrel - Texto o Menestrel
sexta-feira, 8 de maio de 2009
O Menestrel - Texto o Menestrel
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Cantiga de Amigo
Oí hoje eu ua pastor cantar,
du cavalgava per ua ribeira,
e a pastor estava i senlheira,
e ascondi-me pola ascuitar,
e dizia mui bem este cantar:
"Sô lo ramo verde frolido
vodas fazem a meu amigo;
choran olhos d'amor."
E a pastor parecia mui ben,
e chorava e estava cantando,
e eu mui passo fui-mi achegando
pola oir e sol non falei rem;
e dizia este cantar mui bem:
" Ai estorninho do avelanedo,
cantades vós e moiro eu e peno,
e d'amores hei mal."
E eu oí-a suspirar enton,
e queixava-se estando con amores,
e fazia ua guirlanda de flores;
des i chorava mui de coraçon,
e dizia este cantar enton:
"Que coita hei tan grande de sofrer:
amar amigo e non ousar veer!
E pousarei sô lo avelanal."
Pois que a guirlanda fez a pastor
foi-se cantando, indo-se en manselinho,
e tornei-me eu logo a meu caminho,
ca de a nojar nou houve sabor.
E dizia este cantar ben a pastor:
" Pela ribeira do rio
cantando ia la virgo
d'amor:
Quem amores há,
como dormirá?
Ai, bela frol !"
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. (E quando possível surpreender, iluminar, divertir, mover... Mas aí entramos na área do talento, que também não tem nada a ver com Gramática.) A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras é de reprovação pelo Português ainda estar vivo. Eles só estão esperando, fardados, que o Português morra para poderem carregar o caixão e escrever sua autópsia definitiva. É o esqueleto que nos traz de pé, certo, mas ele não informa nada, como a Gramática é a estrutura da língua mas sozinha não diz nada, não tem futuro. As múmias conversam entre si em Gramática pura.
Claro que eu não disse isso tudo para meus entrevistadores. E adverti que minha implicância com a Gramática na certa se devia à minha pouca intimidade com ela. Sempre fui péssimo em Português. Mas - isso eu disse - vejam vocês, a intimidade com a Gramática é tão indispensável que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inocência na matéria. Sou um gigolô das palavras. Vivo às suas custas. E tenho com elas exemplar conduta de um cáften profissional. Abuso delas. Só uso as que eu conheço, as desconhecidas são perigosas e potencialmente traiçoeiras. Exijo submissão. Não raro, peço delas flexões inomináveis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem dúvida. E jamais me deixo dominar por elas. Não me meto na sua vida particular. Não me interessa seu passado, suas origens, sua família nem o que outros já fizeram com elas. Se bem que não tenho o mínimo escrúpulo em roubá-las de outro, quando acho que vou ganhar com isto. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. São faladíssimas. Algumas são de baixíssimo calão. Não merecem o mínimo respeito.
Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria tão ineficiente quanto um gigolô que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a deferência de um namorado ou a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa ! Com que cuidados, com que temores e obséquios ele consentiria em sair com elas em público, alvo da impiedosa atenção dos lexicógrafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjunção. A Gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Senhor Prefeito Robério Oliveira
Como sou cidadão eunapolitano, tenho o direito de repudiar a falta de lazer em nossa cidade, sobre qual, não esta agradando os jovens, vou começar a falar sobre algumas referencias. Os jovens andam em qualquer lugar, praticando esportes radicais, em calçadas, praças e em ruas, calsando acidentes nos pedestres e até para eles mesmos.
Nós precisamos de um local só para praticar esportes radicais, os esportes mais praticados pelos jovens são: Skate, patins, bicicross, moto cross... Por que os riscos são grandes para a sociedade, para os pedestres, os Skatistas, os ciclistas...
Se o espaço for feito, os riscos da sociedade vão baixar muito, os jovens irão praticar no espaço trazendo menos riscos. Por que, do jeito que está a nossa cidade não vai pra frente. O espaço vai trazer muitos benefícios para a cidade, vai atrair turistas para nossa cidade.
É por isso que eu estou aqui repudiando esse tema, por que o senhor como uma autoridade superior da nossa cidade, que nos ouça, pois neste exato momento estamos precisando do seu apoio. E assim eu encerro esta carta, te pedindo que realize esta obra para nos.
(Douglas de Jesus Almeida)
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sábado, 7 de março de 2009
Poesia Negra
Almas NegrasNo escuro que me sepultoAbro uma portaEm busca de um vultoQue tenha uma almaCom o íntimo beloSem vestígios negrosQue enrubesci a faceDe quem vê...Ó vida claraDeixe o sol me banharTenho desilusões que cantaA dor da minh’almaQue descrente morreSem esperança de viver... Traga-me um jardim de rosasOu quiçá de jasminsQue perfume almasEspelhando mágoasQue nos incute medos...
Eu com duas Damas vim de uma
Postado por Douglas às 14:53 0 comentários



